segunda-feira, 2 de setembro de 2013

QUÍMICA VERDE

O termo Química Verde surgiu da necessidade de auxiliar no combate à poluição gerada por Indústrias, se refere a um projeto de produtos e processos químicos que reduzem ou eliminam o uso e geração de substâncias nocivas.

Os processos químicos são responsáveis por boa parte dos poluentes lançados em rios; torná-los mais limpos é o principal objetivo dos defensores da green chemistry. A iniciativa para o projeto vem da Sociedade Química Americana, veja a seguir alguns passos que podem minimizar os impactos ambientais:

• A escolha das substâncias a serem utilizadas no processo é um passo muito importante, ingredientes menos tóxicos geram resíduos menos agressivos à natureza.

• O uso de fontes renováveis diminui o volume de resíduos, uma vez que o método permite que a matéria-prima seja reutilizada após seu uso. Por exemplo, a reciclagem do papel traz economia de energia. Se fosse para utilizar a madeira virgem, o processo levaria mais tempo, o que implica em um aumento do gasto de energia.

• A análise em tempo real permite identificar resíduos tóxicos assim que eles aparecem em meio ao processo. Metodologias analíticas que monitoram e controlam o processo evitam a formação de substâncias nocivas.

• Os acidentes químicos podem ser evitados se os processos forem criteriosamente escolhidos. A probabilidade de vazamentos, explosões e incêndios pode ser erradicada através da escolha correta da Metodologia.

Estas são algumas das iniciativas a serem seguidas para as Indústrias que se adaptam à Química Verde.



química verde é uma linha de pensamento que tem se difundido cada vez mais a fim de tornar a química aliada ao meio ambiente. Ela se baseia em 12 passos que visam à melhora dos processos químicos realizados por indústrias. Os 12 passos são:
  1. Prevenção: Evitar ao máximo pelo estudo das rotas de produção, a formação de subprodutos nocivos;
  2. Eficiência: Transformar a maior parte dos reagentes utilizados em produto final.
  3. Síntese segura: Estudar sínteses que não formem subprodutos nocivos e que toda sua condução seja segura.
  4. Produtos seguros: O produto final também não deve ser nocivo ao meio ambiente
  5. Solventes seguros: Dar preferência a solventes cujo descarte possa ser feito sem impacto ambiental.
  6. Integração de energia: Durante o processo, muita energia é gerada na forma de calor, essa energia pode ser usada dentro do próprio processo para reduzir o gasto de energia da indústria.
  7. Fontes renováveis: As matérias primas devem ser provenientes de fontes renováveis de preferência.
  8. Derivados: Evitar a formação de derivados sintéticos.
  9. Catálise: Dar preferência ao uso de catalisadores para acelerar à reação ao invés de gastar mais material para “empurrar” a reação para os produtos
  10. Biodegradável: Já foi falado do produto seguro ao meio ambiente, nesse caso é o produto que pode ser reciclado pela própria natureza.
  11. Análise da poluição: Os efluentes saídos da indústria bem como o material que circula dentro da indústria deve ser continuamente analisado para detectar prontamente qualquer tipo de contaminação.
  12. Química segura contra acidentes: Todos os passos da implementação da indústria devem ser tomados a fim de evitar acidentes de grandes proporções que provocarão contaminação e, dependendo da magnitude, até mesmo perdas humanas.
Nem todas as indústrias seguem todos esses passos, mas tudo caminha para que no futuro, todas trabalhem dessa maneira. A criação de códigos e regulamentações garantem o cumprimento dessas normas.

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